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É fantástico! É preocupante!

Na quarta-feira passada (29/10) fiz minha primeira pesquisa de campo para o TCC, aplicando o método do grupo focal. E como tudo que é bom precisa ser compartilhado e aproveitado, vou falar sobre um ponto do debate que chamou a atenção.

 

Promovi uma discussão entre 15 adolescentes numa Escola Estadual, localizada no bairro Tatuapé. O objetivo era reconstruir o caso Isabela Nardoni, meu objeto de estudo, e colher algumas impressões sobre a cobertura televisiva sobre a morte (veja o post “O que a Isabela tem a ver com isso” para entender meu TCC). Pensei que o caso Eloá fosse confundir os pensamentos e desviar a atenção, mas isso não aconteceu.

 

Isabela ainda permanece viva, só que na memória do público.

 

Segundo os meus entrevistados, isso acontece porque a televisão (mídia mais acessada por eles) gosta muito de cobrir tragédias alheias, e não dá espaço para assuntos que toquem profundamente o cotidiano, o dia-a-dia das pessoas. Perguntei se era possível acreditar em tudo o que a televisão e/ou o telejornal veiculavam. Meus nobres amigos disseram que a TV não mente 100%, mas costuma dar mais intensidade a certos fatos ou omite o que lhe for conveniente.

 

Esse é apenas um dos comentários de uma longa conversa de 1h30min…

 

Num determinado momento, perguntei: O que vocês gostam de assistir? O que “presta” na televisão? As respostas foram as mais variadas possíveis, mas realmente quase ninguém gosta do telejornal. Curiosamente uma das respostas foi “eu gosto do Fantástico”, que logo ganhou adesão. 

Fiquei com medo de alguém afirmar “eu gosto de Malhação”, mas foi por pouco! Para eles, um seriado ou um filme é melhor do que o JN.   

Curioso não?

 

Fica o alerta para nós, jornalistas. Se depender dos meus colegas de debate, acho que o telejornal vai por água abaixo.

 

Obs:

1-      O debate foi riquíssimo, e ainda não tive tempo de transcrever a fita completamente. Pretendo publicar mais comentários sobre essa pesquisa.

2-       Agradeço à Fátima e à Rafaela, colegas de turma, respectivamente diretora e coordenadora da escola, e que abriram gentilmente as portas do colégio. Aos 15 alunos, fica também minha gratidão.

 

 

Aposta errada!

Ninguém fez uma chamada de capa pro Lindemberg essa semana… (fiz uma aposta no post anterior). Meu faro jornalístico falhou =(

 

Acho que as redações não estavam muito inspiradas na semana do fechamento, e apelaram para umas manchetes muito estranhas…

 

A Veja estampa uma matéria sobre Beleza. A Época (a mais inusitada) apresenta o “Guia do turista verde”. Carta Capital volta com a história da crise, mas a Istoé mete medo! E, de uma maneira ou de outra, faz menção ao rapaz que assassinou a ex-namorada (conforme o conteúdo da matéria,  disponível on-line)

 

Não chutei tão mal assim. Vale meio ponto?

 

OBS: Não acuso o rapaz de psicopata. A alusão é feita pela revista. Simplesmente reproduzi.

 

 

Rompendo com a agenda setting

Todo mundo leu, acompanhou, viu fotos, vídeos etc e tal sobre o “maior cárcere privado” do estado de São Paulo. Apesar de chocante e trágico, não quero comentar o caso Eloá. Quero romper com a agenda setting que pauta os noticiários. Lamento a morte da menina, e confesso que não esperava sua morte.  

 

O agendamento é perceptível quando certos acontecimentos ganham maior notoriedade em todos os veículos de comunicação, ao mesmo tempo. Basta ver as manchetes, fotos de capa,  a cobertura longa na TV e diversas chamadas na rádio.

 

O caso Eloá é um exemplo disso. Mas, como disse, não quero comentar, já comentando. Só estranhei o fato das revistas da semana não estamparem o caso, com exceção da Época. Vamos aguardar até a próxima semana.  

 

Minha aposta: Alguém vai traçar o perfil de Lindemberg .