Reflexões estranhas sobre Habermas, jornalismo e diploma

Hoje, dia 18 de junho, o filósofo alemão Jürgen Habermas completa 80 anos.

Habermas traz à memória as aulas de Teoria da Comunicação na Faculdade de Jornalismo que cursei em quatro anos da minha vida, dos 17 aos 21.

Lembro muito bem daquela velha discussão sobre a esfera pública, a alusão a Ágora Grega e o papel da mídia/jornalismo nisso tudo. Também na Cásper, no período da pós-graduação (um ano e meio), o Habermas voltou a dar as caras, aliás, foi até citado na minha monografia.

Mas nem só de Habermas vivemos. Textos de Freud, Jung, Marx, Platão e tantos outros misturavam-se as apostilas de Finanças, Economia, bem como aos textos de História. Sem contar nas anotações e pautas jornalísticas, técnicas de entrevistas e edição.

Pensa que é fácil?

Para os ministros do Supremo Tribunal Federal sim.

Pois se foram necessários esses quatro anos de faculdade bem cursados para receber o diploma, salientando a habilitação em jornalismo, o que tenho agora dentro daquele canudo vermelho de veludo?

Amanhã recebo da Cásper Líbero o título de especialista em Comunicação Jornalística. E esse, como deverei tratar? Afinal, um é consequência do outro.

Colocar o destino de nossa profissão na mão daqueles que talvez nem saibam quem é Habermas me dá a idéia de pleitear um cargo de ministra do STF. Deve ser tão fácil quanto exercer jornalismo.  

 (…um dia revoltado)

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