Essa tal de gripe suína, que primeiramente só me deixou com pena dos porquinhos, agora começa a “me dar coisas”, como diria o dr. Chapatim, personagem do ator Roberto Gómez Bolaños.
Hoje, ao fazer aquela leitura rápida nos principais sites de notícias, vi que até o meu querido estado, Espírito Santo, está monitorando dois pacientes suspeitos, que visitaram o México recentemente.
Para quem não sabe, o vírus Influenza A causa uma doença respiratória que pode ser contraída pelo contato pessoa-pessoa.
Penso que aqui em São Paulo, onde todos ficam aglomerados horas e horas no metrô, no ônibus (seja lá onde for), não seria muito complicado para o vírus se espalhar. No aeroporto de Guarulhos já existem pessoas usando máscaras.
Sou inimiga declarada das filas e dos ajuntamentos de pessoas em excesso, e digo mais uma vez que é necessário repensar a vida nessa cidade, não porque estamos num momento de alerta, e sim pelo fato de que a gripe suína é, na verdade, mais um sintoma de uma doença maior: a superpopulação.

Somos, ao todo, (segundo dados da Prefeitura de São Paulo), 10.886.518 habitantes. No México, onde a doença se espalhou mais rápido, está localizada uma das cidades mais populosas do mundo.
Minha indignação não é contra o número de pessoas que aqui resolveram se instalar. Se fosse assim, eu seria a primeira a ter que correr de volta para o ES. O fato é que a “superpopulação” ainda não é um fator preocupante e decisivo na tomada de decisões de nossos representantes, ao pensar em São Paulo.
Eu desejo que a gripe suína não nos atinja e que ela não se torne um mal necessário, para alertar aqueles que ainda não perceberam que somos uma superpopulação suscetível a muitas surpresas nada agradáveis.
Como lembrança para nós, brasileiros, paulistanos, desejo apenas a história dos três porquinhos.
(Obs: a imagem utilizada nesse post foi copiada do site “Portal Carangola”)





