Arquivo paraAbril, 2009

Prefiro os 3 porquinhos

Essa tal de gripe suína, que primeiramente só me deixou com pena dos porquinhos, agora começa a “me dar coisas”, como diria o dr. Chapatim, personagem do ator Roberto Gómez Bolaños.

 

Hoje, ao fazer aquela leitura rápida nos principais sites de notícias, vi que até o meu querido estado, Espírito Santo, está monitorando dois pacientes suspeitos, que visitaram o México recentemente.

 

Para quem não sabe, o vírus Influenza A causa uma doença respiratória que pode ser contraída pelo contato pessoa-pessoa.

 

Penso que aqui em São Paulo, onde todos ficam aglomerados horas e horas no metrô, no ônibus (seja lá onde for), não seria muito complicado para o vírus se espalhar. No aeroporto de Guarulhos já existem pessoas usando máscaras.

 

Sou inimiga declarada das filas e dos ajuntamentos de pessoas em excesso, e digo mais uma vez que é necessário repensar a vida nessa cidade, não porque estamos num momento de alerta, e sim pelo fato de que a gripe suína é, na verdade, mais um sintoma de uma doença maior: a superpopulação.

 

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Somos, ao todo, (segundo dados da Prefeitura de São Paulo), 10.886.518 habitantes. No México, onde a doença se espalhou mais rápido, está localizada uma das cidades mais populosas do mundo.

 

Minha indignação não é contra o número de pessoas que aqui resolveram se instalar. Se fosse assim, eu seria a primeira a ter que correr de volta para o ES. O fato é que a “superpopulação” ainda não é um fator preocupante e decisivo na tomada de decisões de nossos representantes, ao pensar em São Paulo.

 

Eu desejo que a gripe suína não nos atinja e que ela não se torne um mal necessário, para alertar aqueles que ainda não perceberam que somos uma superpopulação suscetível a muitas surpresas nada agradáveis.

 

Como lembrança para nós, brasileiros, paulistanos, desejo apenas a história dos três porquinhos.

 

(Obs: a imagem utilizada nesse post foi copiada do site “Portal Carangola”)

A maior trilogia das Américas

Segundo definição do Wikipédia, trilogia “é o conjunto de três trabalhos artísticos, geralmente em literatura ou cinema, e que estão conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único quanto como três obras individuais”.

 

Alguns exemplos: Guerra nas Estrelas, O Senhor dos Anéis, Matrix e outros.

 

Passando pelos notíciários, li que a novela “Marimar” será reprisada a partir de hoje no canal CNT. “Maria Mercedes” e “Maria do Bairro” completam a lista das Marias interpretadas pela atriz  mexicana Thalia.

 

marimar

 

Eu assisti as três obras quando era criança, mas lembro-me perfeitamente da trama que envolve cada uma das produções. A mocinha pobre e bonita conhece um rapaz rico e elegante (num acidente, na rua, numa feira), e aí já nasce o amor a primeira vista. Mas a brecha social que os separa une-se as demais interpéries da vida: a família do rapaz não aceita um relacionamento desse tipo, há um possível noivado entre o moço e outra mulher (que costuma ser uma megera chata), Maria já está comprometida com um alguém, igualmente pobre e humilde.

   

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Capítulos e mais capítulos se passam, e o final é feliz: A protagonista casa com o rapaz, a família aceita a relação, o casal tem um filho e a megera acaba pobre, no mesmo estilo das irmãs da “Cinderela”. Thalia, que começa a novela rabugenta e suja, termina inteligente, bem-sucedida e muito bem vestida.

 

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As três Marias se encaixam na definição de Trilogia, pois estão literalmente conectadas, mas sem sentido de continuidade. Cada novela é, em parte, única, mas o enredo é o mesmo. E põe “mesmo” nisso.

 

Não pense que falar de novela, dessa trilogia especialmente, é uma mera futilidade. A teledramaturiga é um dos maiores fenômenos midiáticos da América Latina, e o México e o Brasil são os maiores produtor/consumidores desse tipo de produção.

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Pergunte a alguma moça de uns 23 anos (como eu), uma mãe (como a minha), as amigas da mãe e da menina, se alguma delas assistiu a trilogia. Aposto que sim! 

 

Falar de novela é também falar de Brasil.

 

Marimar está de volta.  

Quando resolvem fazer algo muito bom… eles capricham!

Recebi hoje na avenida Paulista o jornal “Resumo”, mais um daqueles veículos de distribuição gratuita,  com formato e projeto bem parecidos com os do Metro e Destak.

 

Folheando suas páginas, li que a minissérie Maysa, veiculada pela Rede Globo no começo desse ano, passa a ser vendida em DVD.   

 

Antes de acompanhar a interessante trajetória dessa cantora, tive o imenso e indescritível prazer de ver o “meu livro” Capitu tão bem apresentado na TV. Maysa surgiu para suprir o vazio que ficou em meu coração quando Capitu terminou. 

 

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Quando me perguntam se a TV produz coisas boas, eu digo sim, e muitas. Os dois casos citados acima são belos exemplos disso.

 

Agora, um apelo que faço: produzam Capitu em DVD também, por favor.

 

Quando lembro da narrativa, da atuação tão perfeita do Michel Melamed, o drama psicológico de Bentinho atravessando as telas da TV, os olhos de ressaca de Capitu perante a morte de Escobar, não aguento! Corro para a internet e vejo os vídeos da minissérie.

 

Mas confesso que a minha ansiedade maior é ter tudo isso a minha disposição, em ordem, não em pequenos trechos.

 

Sou grata por terem disponibilizado os vídeos, mas façam esse favor para mim! Produzam Capitu em DVD também!!!

Parabéns atrasado

 

7 de abril foi/é o Dia do Jornalista.

 

Eu nem sabia, e não comemorei…

 

Andam discutindo o velho projeto que pretende tornar obrigatório o diploma de jornalista para o exercício da profissão. Manifestações, passeatas e afins foram organizadas para marcar a data.

 

Recordo o dia em que escrevi seriamente sobre o assunto numa redação técnica, e como foi difícil tomar partido com fortes argumentos.

 

Não quero dizer que quero jogar na lata do lixo quatro anos de estudos em uma faculdade, tampouco desvalorizar nossa profissão em detrimento das outras, mas parar para pensar sobre o valor único do diploma de jornalista é difícil, pelo menos para mim.

 

Qualquer ser humano é capaz de escrever bem, e para isso não precisa ser jornalista. Contudo, o que há por trás de nosso ofício é o ver além, aquilo que o óbvio não consegue enxergar, e daí extrair o novo. Novidade é sinônimo de notícia nos atuais tempos.  

 

Outro ponto que quero salientar é que um jornalista, antes de um bom redator, deve ser um ótimo editor. Sempre me deparo com textos e artigos de colaboradores, muito bons por sinal, mas que me levam a seguinte conclusão: ótimas idéias não são capazes de serem transmitidas se frases, palavras e parágrafos não tiverem unidade, coerência e, sobretudo, estiverem de acordo com as normas cultas de nossa amada língua portuguesa. Aqui, e mais uma vez, entra o jornalista, eu, e talvez você.

 

Antes de estender o assunto, paro por aqui. Há muito a ser discutir sobre jornalismo e o ser jornalista (quem pode, quem deve, quem deveria). Só quero dizer que o meu diploma é bem bonito, gosto bastante dele! Heheh! Olha aí… 

 

 

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