Ontem, dia 16 de fevereiro, encerrei mais uma etapa importante da vida e, como sempre, deu aquele perto no coração, aquela vontade de gritar e chorar.
Depois de quase seis meses de pesquisa, um ano e meio de pós na Cásper (duas aulas semanais), entreguei a monografia, aquela que irá garantir meu título de especialista em Comunicação Jornalística.
Leituras, entrevistas, transcrição de fitas, redação, revisão, adequação, revisão de novo, normas ABNT, dor de cabeça, dor nas costas, falha do computador, enfim, tudo isso resume do ato de “escrever um TCC”. Quando ele fica pronto, bate uma sensação de alívio inexplicável.
Quando terminei o TGI do Mackenzie, virei a noite chorando. Ontem quase aconteceu a mesma coisa, mas segurei firme. O choro nada mais é do que um flash back. Os meses, ou talvez os anos que se passaram até o presente momento, os dias em que você se ausentou da vida social, as noites que se dedicou ao trabalho, e não ao sono, tudo isso passa pela cabeça, enquanto o funcionário da secretaria emite um protocolo, garantindo a entrega final.
Para completar, aquele professor que você mais admirou, que depositou total confiança em seu raciocínio, e que não cansava de emitir palavras de incentivo a sua carreira, aparece para dar aquele alô. “Passei na sua terra (Linhares), Caroline”.
É professor, terminei a pós. “Faça mestrado então”, disse ele. Reclamei o preço, mas, como ele disse, “não cobramos mensalidades, apenas parcelas”. “Volte para a cá! A Cásper permanece de portas abertas”.
Para finalizar a despedida, entreguei meu crachá de acesso a faculdade, devolvi os livros da biblioteca e saí pela portinha lateral da entrada do prédio da Gazeta. “Já tomaram meu crachá moço”, disse ao segurança.
“Parabéns menina pelo término da pós”, foram as últimas palavras que ouvi como aluna da Cásper.
Sentirei saudades da biblioteca, dos amigos (citando Renata, Elaine e Letícia), dos professores (até daquele lá…), da avenida paulista, da “meia entrada” no cinema e afins.
Finais bons, carregados de um profundo vazio. Restam-me as olheiras, o sono acumulado, os quilos perdidos, e vontade de já fazer outra coisa.
Definitivamente eu não gosto de despedidas…
